Poemas : 

Pó de ló

 


seria crua a hora, aurora dura
seria só partida, ida ao pó
na carne sem escora mora dó
assim que despedida a vida amura

o corpo de outrora aflora o ló
escapa-se à descida, lida obscura
queda-se em demora, ora jura
que sente ainda vida, tida e só

e à alma que se diz petiz, ainda
atira-se de garra, parra voz
a dizer-lhe da pena... - cena vã!

a alma não o quis - infeliz finda!
tocou-lhe a fanfarra e jarra pôs
dizendo-se, só dela, o amanhã


19-02-2026


 
Autor
AlexandreCosta
 
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