Em outros tempos, não seria possível admitir,
mas hoje em dia, estar sozinho significar estar perdido.
eu ficava esperando
acreditanto que estaria protegido por anjos...
para viver o grande amor
eu que ficava zombando da ingenuidade alheia
hoje clamo por um amor perfeito...
eu gritava pelo anjos
para encontrar o caminho aberto
queria sentir a segurança
e o calor que poucos vivem
sob a ilusão divina
Não resisti, deixei quebrar
deixei meu coração se partir
incompleto, diante da cruz
meu corpo se agozina nesta seara
pés e maõs vagueiam pelo lençol
nesta solidão sem colidir com a luz
sempre um talvez, nunca um para sempre...
Huveram dias que desistir fazia parte do cotidiano... uma constante vingança contra todas as mágoas...
Na certeza que a morte terminaria com tudo!
Mas teria o início de um novo sofrer...
às margens do inferno, um futuro
cuja guerra seria contra meus demônios.
Enquanto todos estariam rindo pelas costas
do pobre covarde...
A única coisa que ainda dava força era uma lembrança...
Ele era louco, vivia inconteste...
altos e baixos, alucinado pela overdose do prazer...
Mas sua espada estava sempre manchada!
Ao chão, seus ossos demonstravam a agoni...
Haveria uma única chance de um perdão?!
Perdoar sem haver arrependimento?!