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Sexta-feira, 13 Manhã – No posto de saúde da Vila Embratel, na rua 14 – a mesma do Deposito São João Batista das bebidas.

 
Sexta-feira, 13
Manhã – No posto de saúde da Vila Embratel, na rua 14 – a mesma do Deposito São João Batista das bebidas, do mestre Raimundinho, um velho contemporâneo do Desterro, criado na casa do pai do Desembargador Dr. Eulálio Figueredo e que lhe vende a Glacial subsidiada cinquenta centavos a menos. A fila é pequena, é a terceira vez – mas caminha lenta e gradual, ainda bem que estamos todos sentados numas cadeiras de plásticos azul rente a parede e de frente para os janelões de vidro e gradeados com vista para o terraço e a rua. Um friozinho de geladeira. Sempre que vem, encontra com o mesmo senhor Perneta sentado ao lado da porta de entrada. Sete lâmpadas fosforescente iluminam o hall e uma queimada, a foto do atual prefeito todos sorridente com a faixa municipal nos observa como o grande irmão – para acompanhar nesse terrível e angustiante espera Amin Klink – o corpo todo dolorido, espirrou varias vezes, acho-me febril – Talvez uma virose.
Como diria o velho fulero do Bukowski, um belo par de rabo foi atendida e sai todo serelepe rebolando numa saiona branca – nas ultimas paginas de Klink, algumas milhas da costa baiana.
- Meu bem, vem na segunda – avisa-me um idosa funcionaria ao ver a minha requisição para o exame de sangue – Como é para São Luís toda, acaba cedo. Venha segunda, cedo. – E não era nem nove horas.,
Bem, fazer o quê?
Voltando do posto, ao atravessar a faixa de pedestre em frente a um brechó, onde duas manequins negras me observam silenciosamente, ao fundo uma carroça fechava o transito engarrafando-o no sentido do mercado. Com passou pela faixa zebrada e ficou esperando o belo cortejo. Os carros buzinando, motoristas acenando e o carroceirinho nem seu Souza tra-lá-lá, continuava impassível puxando a sua égua pelo cabresto como nada acontecia e entrou na rua 14 – então o poeta pode visualizar o seu herói, era o mestre Zeno, irmão de Juvan, o mesmo que dança na calçada do bar de Seu Raimundo e dar um ou dois reais para ele beber a sua vodka no LaSierra. De volta a pensão, aboletou-se diante o computador e digitou sua crônica diária e a postou no Luso-Poema, porém antes consultou seu conselheiro para assuntos literários, o velho e querido Hall(IA).
As onze e pouco rumou para o mercado, mas propriamente no Lasierra, o nosso pré candidato a senador pelo PSOL e molhou a garganta.. Pegou pesado nas doses, almoçou o resto do churrasco que o sr. Vince trouxe do Ciba e acordou um pouco ruim e recuperou-se assistindo uma boa comedia – “2000.1 – Um maluco solto no espaço” – com o engraçado Leslie Nielsen – Jantou um bom caldo de carne de panela do almoço. Despois da Voz do Brasil, terminou Klink e a coletânea de contos com Hemingway, McCullers, Kafka, Bradbury e o argentino Borges – engatilhou o húngaro Dragoman “O Rei Branco”


Manhã – No posto de saúde da Vila Embratel, na rua 14 – a mesma do Deposito São João Batista das bebidas, do mestre Raimundinho, um velho contemporâneo do Desterro, criado na casa do pai do Desembargador Dr. Eulálio Figueredo e que lhe vende a Glacial subsidiada cinquenta centavos a menos. A fila é pequena, é a terceira vez – mas caminha lenta e gradual, ainda bem que estamos todos sentados numas cadeiras de plásticos azul rente a parede e de frente para os janelões de vidro e gradeados com vista para o terraço e a rua. Um friozinho de geladeira. Sempre que vem, encontra com o mesmo senhor Perneta sentado ao lado da porta de entrada. Sete lâmpadas fosforescente iluminam o hall e uma queimada, a foto do atual prefeito todos sorridente com a faixa municipal nos observa como o grande irmão – para acompanhar nesse terrível e angustiante espera Amin Klink – o corpo todo dolorido, espirrou varias vezes, acho-me febril – Talvez uma virose.
Como diria o velho fulero do Bukowski, um belo par de rabo foi atendida e sai todo serelepe rebolando numa saiona branca – nas ultimas paginas de Klink, algumas milhas da costa baiana.
- Meu bem, vem na segunda – avisa-me um idosa funcionaria ao ver a minha requisição para o exame de sangue – Como é para São Luís toda, acaba cedo. Venha segunda, cedo. – E não era nem nove horas.,
Bem, fazer o quê?
Voltando do posto, ao atravessar a faixa de pedestre em frente a um brechó, onde duas manequins negras me observam silenciosamente, ao fundo uma carroça fechava o transito engarrafando-o no sentido do mercado. Com passou pela faixa zebrada e ficou esperando o belo cortejo. Os carros buzinando, motoristas acenando e o carroceirinho nem seu Souza tra-lá-lá, continuava impassível puxando a sua égua pelo cabresto como nada acontecia e entrou na rua 14 – então o poeta pode visualizar o seu herói, era o mestre Zeno, irmão de Juvan, o mesmo que dança na calçada do bar de Seu Raimundo e dar um ou dois reais para ele beber a sua vodka no LaSierra. De volta a pensão, aboletou-se diante o computador e digitou sua crônica diária e a postou no Luso-Poema, porém antes consultou seu conselheiro para assuntos literários, o velho e querido Hall(IA).
As onze e pouco rumou para o mercado, mas propriamente no Lasierra, o nosso pré candidato a senador pelo PSOL e molhou a garganta.. Pegou pesado nas doses, almoçou o resto do churrasco que o sr. Vince trouxe do Ciba e acordou um pouco ruim e recuperou-se assistindo uma boa comedia – “2000.1 – Um maluco solto no espaço” – com o engraçado Leslie Nielsen – Jantou um bom caldo de carne de panela do almoço. Despois da Voz do Brasil, terminou Klink e a coletânea de contos com Hemingway, McCullers, Kafka, Bradbury e o argentino Borges – engatilhou o húngaro Dragoman “O Rei Branco”


 
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efemero25
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