Eu aproveito o silêncio
Não pelo que me feria
Mais pelos bons sentimentos
Que se fizeram boa companhia.
O céu de um azul brigadeiro
O mar o repetia tal qual espelho
E eu absorto em meu sentir
Cicatrizava o que veio me ferir.
Tem os dias de luta e os de glória,
Mas também tem aquelas doces horas
Em que o silêncio se faz natural
Silêncio esse que enriquece a memória
No pulsar da energia transcendental
Guardada por milênios na glândula pineal.
Mauro Fera Da Poesia