Poemas -> Amor : 

LONGE VÃO OS TEMPOS AMOR, LONGE, MAS A EXISTIR

 
Oh, ternurento amor, que não esqueci,
por mais que a vida me atormente,
subtraia-me os sentimentos, o que vi
e vivi, não me há-de negar, eternamente,



o meu pedacinho de Céu, junto a ti!
Se recordo em mim, teu corpo quente…
E, nos meus sonhos, acordado, és aqui…
que demónio ou bruxedo, persistente,



teime tanto assim, me queira confundir,
tudo quanto foste para mim, nesse dia?
Longe vão os tempos, longe, mas a existir,
em minha velhice, esta doida teimosia…



Não, não hei-de morrer, sem que primeiro
voltemos à nossa casa, mãos dadas!…
E se tudo isso é agora caminho derradeiro,
basta, já… o continuar de costas voltadas!...


Jorge Humberto
12/04/2026


 
Autor
JORGEHFRANCISCO
 
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