Que é feito de ti, amor distante,
saudade que embarga a voz,
chegando a noite, desconcertante,
e, por que a demora, entre nós?
Se teu cheiro ainda é uma constante,
teus lábios vêm sempre após,
caminho que dista, doravante,
um estar e um vivermos a sós.
Quase como que uma relíquia aqui
a memória que guardo e inda resta
do quanto ousaste, dentro de mim,
comeste, mastigaste e deitaste fora!
Ai, amor, de algum dia, amar presta…
quem sabe, cuida e não vai embora.
Jorge Humberto
24/03/2026