Poemas : 

Ofício de Linho

 
Tags:  verso    critica    gosto    soberania  
 
Trouxe as sílabas ainda mornas do pulso,
algumas húmidas de um matiz vago.
Pouso-as
neste deserto de linho.

Podei o excesso da sombra no verso
sem que o galho ou o ramo pedissem licença.
Colhi
apenas o que o silêncio consentiu.

Tu chegas agora, com esse olhar de balança
que dita o peso de cada letra.
Eu
cedo-te o meu lugar.

Vê quem vê, lê quem lê,
e o gosto é um rio que corre por si.
A soberania
é agora o teu fôlego.

Carlos Lopes


“Ausento-me na quietude das folhas que caem, quando a música do verbo se cala e a alma se agasalha em si mesma.”

 
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klopes
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