Poemas : 

O ofício de desenhar o vento

 



Todos os nomes aprenderam a flutuar.
Desabitaram o teu rosto.
Pássaros que descobrem
que o céu é maior
do que o ninho.


Sobrou o silêncio.
Eco de água pousado na pele
e a memória
onde ainda te procuro

devagar.



As palavras
órfãs
deram às mãos o ofício de te desenhar.
Linha a linha
como se tentassem reconstruir o vento.


E
no entanto
há um lume que persiste.

Um rumor de marés [por dentro]
como se o teu nome [mesmo ausente]
continuasse a acender o mundo.












 
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idália
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