...o sol parece esconder-se hoje,
embora esteja lá fora, em plenitude…
mas ausente da visão dos considerados normais…
por vezes, o mundo pára…
sinto que preciso descer as escadas,
um pouco mais,
mais…
mais…
e mais…
ficando bem no fundo…
no fundo do meu próprio peito,
das misérias,
das feridas,
das cicatrizes que insistem em doer…
e que teimam em me dizer “olá”,
...dia após dia…
...nunca estou ou chego na hora certa…
...essa hora que a vida sinaliza, registra,
sem que seja necessário haver ponteiros de um relógio,
e que marcam cada instante,
levantando tormentas,
aproximando tempestades,
colocando o astro rei fora do alcance…
(...uma errônea percepção?)…
(...uma estranha certeza de estar sempre atrasada?...)
...espreito de soslaio fora de mim…
...lanço mão da algibeira…
...e sigo…
...sigo aqui, ali e acolá...
...pra lá e pra cá...
...tendo somente as pedras,
como minhas únicas companheiras….