Mãos que ficaram nuas
A cada abraço, aconchego,
doce olhar, acolhimento,
toque suave, sossego,
lugar de pertencimento.
Era assim que eu me sentia
ao banhar teu corpo fino,
usufruindo uma magia
que chegava como um hino.
Um toque silencioso,
música suave no ar,
seu abraço cuidadoso,
num baixo cantarolar.
Um dia, minhas mãos pequenas
não seguraram as tuas;
elas dormiram serenas,
e as minhas ficaram nuas.
Durmo pra sonhar contigo,
mesmo que num curto espaço;
tenho esperança comigo:
iremos ter novo abraço.
Lucineide
A poesia corre em meu sangue
Como a água corre no rio
Sem ela sou metade de mim
Meu nome é fruto de poesia.