cubro-te com a serenidade da espera
os meus olhos sossegam ao baixar dos cílios
é tempo de te saber na pele
tocar as palavras certas irrompidas dos poros
flores de sal da drenagem
que o repouso resumiu em tecido suave
sei que se te beijar agora perco um poema
mas a água que vier
o mar que encontrar aí
será frescura às salinas
jardim de novas flores
a cristalizar outros versos
outro tempero
e um novo poema
amadurecido
15-06-2026