entre acenos e saudades
o dia surge,
a luz habita os sonhos,
em devaneios,
um novo caminhar;
como artesãos do tempo,
costuramos as horas,
nos muros da história,
dedilhamos e caiamos
eternos poemas;
nos morros, os ventos
uivam eternas canções,
na estrada,
(re)descobrimos o chão,
perpetuamos rastros;
abrigamo-nos
em telhados de junco,
somos
proprietários do nada,
viandantes do todo...