tu me chamas de doido,
porque,
sempre que nos vemos,
eu me declaro
em olhos iluminados;
a tua face se avermelha,
tal qual a primeira vez,
e, pairamos,
no silêncio do tempo,
no silêncio da alma;
quietos,
em olhares sonhadores,
velejamos mistérios,
recordamos segredos,
comungamos do amor...