Anjo Negro
Sou anjo negro
Caído na desgraça
Das frustrações.
Cubro-me na negritude
Do tempo intemporal
Que me fere, algoz.
Não me posso sequer
Alimentar da tristeza
E às feridas rasgo-as, feroz.
Sou anjo negro
de asas quebradas,
caindo no abismo da saudade.
Não me posso alimentar
da dor da separação,
Nem na fonte dos amores.
Sou eterno, fantasma só,
Que m’ esvaio de vida
e fino-me para ti.
Anseio um pensamento teu,
Um beijo na recordação de nós
Para te reviver anjo alvo e abraçar…
Poeta sem Alma
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