Doce de Noz e Amêndoa
Tu e eu somos iguarias,
O ponto pérola diluído,
Água liberta dos corpos.
Somos suco em caramelo
Adoçando agruras de vida;
Sou a noz e tu a amêndoa.
Eu sou noz enclausurada
No casulo rugoso que resiste
Em ofertar o paladar nodoso.
Tu és a amêndoa vestida
De amarelo suave e liso
Que se doa à nossa junção.
E a vida nos mistura ralados
Na grossa massa intemporal
Acastelada de desejo e paixão.
Agita e esgota-nos de sabor
Promete, subtis delícias de amor,
Suspiros, beijos, ais e cremes.
Somos os doces temperados
No fogo das paixões errantes,
O requinte de poetas regalados.
Somos a mera pasta levedada,
Fervente, que cresce sem limite,
Esvaindo, licorosa, a eternidade.
Poeta sem Alma
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.