Poemas : 

CONFESSO

 
Vendo a multidão como um monstro de mil faces,
Procuro minha essência antes que o vazio a ache.
Não me sinto confortável em meu corpo;
E de abraçar as coisas da vida;
tenho dificuldade

Caminho por alguma rua.
Deito na cama em meu quarto.
Comigo eterna vontade de fuga.
Sem saber para onde parto.

E confesso:
me sinto cansado...
Repouso somente
em versos,
meu espaço.
E a rima diz
meu correto
ser o avesso,
porque vivencio
ao mesmo tempo
as trevas
e seu inverso.

Vagando descabido desse mundo,
me abrigo em fantasia e me distraio.
Ofereço um sorriso, quando no fundo,
meu coração é descaminho e estilhaço.

 
Autor
RaphaelVilela
 
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