De manhãs vertiginosas, dentro de mim,
em ruelas e casas devolutas, à pressa,
do pino do sol ou da chuva me escondi,
ora das ânsias, quando a dor não cessa.
Percorri, de um a outro lado, em frenesim,
o caminho da redenção, como sair dessa
luta, entre o corpo e a emoção, sem fim,
que me fizesse sangrar, o mais depressa.
E nisto já, em peculiar abandono e solidão,
uma paz conhecida chegava imperturbável
aos confins do meu ser, prolongada visão,
que a demorada luz de meus olhos, então
guardava, com um sorriso inquebrantável,
enquanto enfim se tranquilizava o coração…
Jorge Humberto
03/08/2026