"(...)E assim estou deitado toda a noite ao lado Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado, No sepulcro ao pé do mar, Ao pé do murmúrio do mar."
(Annabel Lee) Edgar Allan Poe
acho que eram os meus dedos que desciam em uma memória que talvez não deveria ser nomeando versos insistentes, tela de querer versos que não poderiam ter ao que fartariam
acho que eram estalos, na madeira aflita sob o fogo incessante e meus devaneios quando muito, um sopro de ar puro e verdadeiro ou apenas o calor brando nessa noite maldita
pra revelar o nome, eu teria de morrer outra vez pra separar os meus medos, outra cura se desfez e eu caminharei nesse inferno sem um nome
eu sou a sombra que se separou, eu sou a fome em tantas moradas onde me dividi, eu fiquei em todos os cantos onde te servi, eu sei..