Poemas : 

O campo

 

Palácio da alvorada pulsante
leva o meu amor no ódio rompante
tenta desbravar o bosque faminto
come a tua trilha e no teu lago se esconde
procurando atacar à noite
quando as estrelas não puderem ver.


Dia claro resguarda um breve olhar
aquele da lua que queria ficar
por um minuto longo e fácil
na aurora repentina e versátil
esperando e ruminando o que seria da serpente
se esta pudesse caminhar...

Cartas caídas
flores digeridas
bebendo da fonte escondida
após ter na noite vencida
a resposta que viera procurar
Célebre, esses olhos de mata,
que vêem somente o que os apraz,
demoram por perceber
quando voam demais
quando pedem atenção
e tratam a si mesmo
como pedaços de papel
que se podem apagar
seus equívocos queimar
e esquecer
Mas a brisa repentina
estapeia o sonho
traz de volta a realidade
que levanta as mesmas incertezas
travando guerras que são sempre as mesmas
e já é tão tarde...








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Azke
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