Doce Colombina
Minha doce colombina,
Vestida em organdim
Debruado de jasmim
Amarelo, celestina.
Minha bela pequenina
E tão amante de mim.
Minha doce colombina,
Ornada de rendas alvas,
Olhos tristes, cor de malvas,
Carita linda, franzina
Minha linda colombina,
Desejo de marialvas!
Doce colombina minha,
Lábios cor de cereja
Rosto tão pálido…
Seja! Mas doçura s’adivinha.
Meu mel, colombina minha,
Anjo d’ alma benfazeja.
Que dor, ou desilusão,
S’ esconde, se cala feroz,
Te tortura. Que cruel algoz
Te cativa de solidão?
No rosto, o teu coração
Se o beijo, eleva-se veloz!
Poeta sem Alma
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