Processo eleitoral.
Qual progresso há nesse mar sem litoral?
Ontem ganhavam no grito,
Hoje é com os algoritmos.
O robô rouba a cena,
Encena o que lhe interessa,
Desconversa sobre o real papel de sua peça,
Multiplica pães envenenados,
Deixa corpos e almas intoxicados.
O robô rasga o bolso de quem não é beneficiado
Pelo jogo jogado com um baralho viciado.
Nessa partida só ganha quem dá as cartas
E o sentido do processo o jogo o descarta.
A voz de quem dá as cartas enche e transborda.
O robô descarta quem discorda.
Quem acorda vê que a corda aperta o pescoço do mais fraco
E puxa cartas, corpos, almas, tudo para o buraco.