Os que montam no touro vendem desgraça.
Os que assistem dançam de graça.
Não há música nesse festival,
O som que prevalece
É o do alicate que sobe e desce
Para cortar os fios de qualquer sinal.
Imagem, som, luz, graça,
Nada fora da festa passa.
Quem toca o barco faz a festa.
Bate o pé e bate a mão.
Dessa celebração,
Resta pouco para o outro,
Que respira no sufoco,
Com a alma amarrada em arames.
Corpo esmagado na base da pirâmide.
A festa esmagar tudo.
Transforma a vida em miúdos.
Atropela, arrasta.
O corpo se desgata
Para a festa que se alastra!