Poemas : 

Alporte

 


eu sei da fecundidade do verso
há-lhe dobras que se desdobram
e muco de
tanto prender como lubrificar
deixa deslizar os olhares intrometidos
como quem se prepara para as hastes
assim que
penetrem
deem-lhe o húmus
compostagem da alma
envolvam-no de desejos
até maturar as raízes
no fim (re)cortem-se
e façam o transplante
de coração
como enxerto
que se encerta
sem nunca perder a origem


28-09-2026


 
Autor
AlexandreCosta
 
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