Poemas : 

Luto Canalha (149ª Poesia de um Canalha)

 
Sente no peito o trinar das cordas
Que ali suaves te fazem mais vida
Mais linda pelo sorriso que trazem
Sóis qu'te vestem quando acordas
Em canções e uma dança atrevida
Nesse chão que os meninos fazem

O sambista torcia a voz do violão
Dó maior Fá maior Sol de sétima
Umas e outras notas por lá trazia
A menina que gira a alma na mão
Que lhe chorava a última lágrima
Da alegria bailada que não morria

Sente no peito o amor apressado
Entre ventos que vão não voltam
Essas saudades pintadas de mar
Letras dadas com riso perfumado
Às desfolhadas mãos que poetam
Teu nome sempre nosso a cantar


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
Autor
Alemtagus
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Enviado por Tópico
Liliana Jardim
Publicado: 23/01/2026 11:03  Atualizado: 23/01/2026 11:03
Usuário desde: 08/10/2007
Localidade: Caniço-Madeira
Mensagens: 4497
 Re: Luto Canalha (149ª Poesia de um Canalha)
Adorei, boa homenagem poeta

Obrigado
Beijinhos


Enviado por Tópico
Aline Lima
Publicado: 23/01/2026 23:36  Atualizado: 23/01/2026 23:37
Administrador
Usuário desde: 02/04/2012
Localidade: Brasília- Brasil
Mensagens: 1132
 Re: Luto Canalha (149ª Poesia de um Canalha) p/Alemtagus
Alemtagus, esse poema chega pelo som. O violão puxa o ritmo, a voz do sambista entra pelos versos, tudo em movimento. Gosto de como alegria e saudade caminham juntas, sem pesar. O texto canta para o Zé.

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