
Amor Assassino
No caos no qual se afunda a cidade
delirante é a dor na paisagem
não há quem se sinta culpado
pois é chegada a hora da adversidade
É um mundo em suspensão, mas altivo
e nada disso por nós foi escolhido
menos ainda, qualquer um o escolheu
e de todos os pecados nos sentimos despidos
Batem à porta na exata hora do arrepio
e a rudeza invade os pelos de toda a pele
a boca é contorcida em um sorriso esmaecido
e toda a ardência exala apenas um caractere
Amor! Intenso, mortal, imolado e sublime
pois a mão que acaricia os lábios vermelhos
é a mesma que nos fere como inocentes coelhos
e ambos os atores são culpados por este crime
Alexandre Montalvan
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