Poemas : 

Evangelho Segundo a Vida [9] (195ª Poesia de um Canalha)

 
Sinto os nossos dias mais velhos
Vão-se depressa e correm lentos
Entre duas rugas de tom amarelo
Que maltrapilhas qual fendrelhos
Se calam à passagem dos ventos
Nas mentiras d'um olhar paralelo

Em outras castas marés de antes
Quando o sol era meu e de todos
Tua lua sorria amante e matreira
A chuva ciciava a uns ignorantes
Como depois dos dias bastardos
Vadiavam outros em brincadeira

Tudo mais era-lhe pouco e tanto
Ao tempo que passou em frente
Ou quiçá atrás de outras gentes
Podre era puro e o puro encanto
Quando o ego cego via diferente
No dia que à noite pouco sentes


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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