O olhar mórbido que traz o poema
Escrito em lápis de carvão já velho
A rasgar o chão branco quebradiço
Dilui-se no ar com ar de problema
E no gasto dogma d'um evangelho
Dado de boca em boca qual feitiço
O acólito de peito inchado ao altar
Apontava o dedo pecador a todos
Com um elevado sorriso predador
Será ele que vos ensinará a amar
A ver a dura vida em bons modos
Agachado e obediente ao salvador
O povo crucificado por vis palavras
Vergastou-se em doces penitências
Como em guerra santa com o corpo
Vem profeta que do deus nos livras
Pais nossos das infames demências
Ímpio anticristo deste tolo anticorpo