Poemas : 

A praça o banco o tempo e nós dois

 
Num banco de praça,
eu e você,
dividindo pipocas,
como quem divide o instante.

Entre um sorriso e outro,
nós nos abraçamos devagar,
e o mundo parece parar,
só para não interromper
o nosso jeito de amar.

Depois, um beijo —
breve como um suspiro,
doce como um segredo,
profundo como o silêncio
entre dois corações.

As árvores guardam a cena,
a tarde insiste em ficar,
e naquele pequeno banco
cabem dois corpos abraçados,
um amor inteiro,
um desejo sem fim
e um universo de ternura.

Nossos olhos, tão próximos,
quase confundem a distância.
Você sorri como quem ainda desconhece o tempo,
e meus dedos afastam de sua face
os fios que insistem em esconder o instante.

Depois, repousa a cabeça em meu ombro,
e ficamos assim —
entre o silêncio e tudo aquilo que não dizemos.

Talvez estivéssemos apenas torcendo
para que o tempo passasse devagar,
sem perceber que, enquanto esperávamos,
ele já nos levava um do outro.

Hondy

( O amor constrói a felicidade o tempo a saudade)





 
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Hondy
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