Lembro do tempo em que sonhar
Trazia no peito a promessa de alegria
O frio da expectativa junto a euforia
Na vontade nua de correr e te contar
Ah estaria eu assim tão errado
Seria apenas o pranto de uma criança
Imatura e ingênua presa dentro de um fado
Ou poderia o presente reviver essa lembrança
Mas enquanto houver luzes nesta velha cidade
As mesas não estarão vazias e as taças de cristal
Testemunhas das palavras ditas apenas pela metade
Manterão o fulgor de seus lábios no porvir imortal
Deus abençoe o que é eterno
Carlos Correa