A poesia…, também usa o intelecto,
o conhecimento, histórico e cultural,
entra nas físicas, sem espectro,
fazendo pontes de ligação, essencial.
Sem sofismas - o pecado predilecto
do embusteiro - no ponto essencial,
cabe ao poeta e ao leitor o desafecto
e o ganho, de uma leitura imparcial.
Poema de estilo forte, terno ou factual,
torna menos previsível, qualquer texto,
embora a bagagem, possa ser pontual.
Não deve ser obtuso, tão pouco visceral,
ter no discurso, que livre flui, o pretexto,
de que a sobra de tudo é o contexto actual.
Jorge Humberto
03/11/2026