Flamejantes desejos que em mim despertas
Vespertinas horas e de tardes incandescentes
Que pela noite entram, de madrugadas cobertas,
Meus anseios mais profundos e decentes.
Flamância de anelos com que me alimentas
E aquietas os meus dias cobertos de fragor
Revérbero solstício de verão com que adentras
Reluzentes manhãs, de charme e de amor.
Quem dera que tudo isso não fosse só um sonho
Misticismo ou devoção, de ofício certo,
Apaziguado por açucenas e flores de medronho.
Vigoroso olor que a chuva traz e deita no chão
Fragrâncias dispersas que caem aqui por perto
Pois que tu és a mulher e a dona do meu coração.
Jorge Humberto
10/01/2026
Este não é, a meu ver, um Texto Polémico, mas sim um Soneto com uma sensualidade ou um toque muito natural: daí não ter seleccionado como: 'Texto Polémico'. Penso ter agido em conformidade com as regras do Site.
Obrigado!
Jorge Humberto