Eu costumava saber quem eras p’ra mim,
Quando outrora a frenesins me entregava.
Resquícios atemporais, memórias sem fim,
Ciclos de uma vida, tudo quanto sonhava.
Sonâmbulo e perdido, chamaste-me p’ra ti.
Amor prometido, não se nega à chegada,
Nem descura nem teme, nem duvida de si,
Quando reparte anelo, pela mulher amada.
E foi de novo primavera - confessos amores
Que o tempo não apagou, como um existir,
Uma outra vez, à semelhança destas cores.
Propósito de um velho coração apaixonado,
“Morrendo” mil vezes, outro tanto a persistir,
Que no nosso jardim, tudo seja multiplicado.
Jorge Humberto
30/10/2026