A mulher que vivia,
Debaixo do colchão da vida.
A mulher opaca que ninguém via.
A mulher que vivia na esperança,
De que nada acontecer-se.
Naquele prédio,
Era a única,
Que infelizmente,
Ainda vivia no escuro,
Da vida.
Era a única,
Que vivia exilada,
De si própria.
A mulher,
Que vivia no anonimato.
Aquela mulher,
Felizmente,
Infelizmente,
Era a única,
Que ainda,
Vivia no medo,
De cada segundo.
A mulher que contava,
Os segundos de paz.
Nunca a guerra,
Lhe batera,
Tanto á porta.
Era a mulher
Que tudo perdoava,
Só porque amava.
Mas que nunca,
Foi amada verdadeiramente.
Era a mulher,
Que passava frio,
Para aquecer o seu amor.
Era a mulher que,
Passava fome,
Para alimentar o seu amor.
Esta mulher,
Era aquela,
Que não sabia que existia,
A palavra não.
Esta mulher,
É a mulher,
Esquecida pela vida,
Pelo amor.
Esta mulher,
É aquela,
Que ainda não,
Conhecia a palavra,
Basta.
Esta é a história,
Da última mulher,
Que vivia no medo.
Diogo Cosmo ∞
Lisboa, Fadarius
25-10-2026
DIOGO Cosmo ♾