Quando estamos no meio,
De uma tempestade colossal…
Quando os ventos,
Nos roubam a direção…
Quando as ondas,
Ameaçam engolir,
O pouco que nos resta…
E já não encontramos forças,
Para continuar a lutar…
Qualquer porto,
Parece ser um bom porto.
Qualquer abrigo parece ser um lugar seguro.
Qualquer margem parece,
Ser uma oportunidade para sobreviver.
Porque,
Quando estamos perdidos,
No meio do caos,
Não procuramos necessariamente,
O melhor lugar,
Procuramos apenas um lugar,
Onde a tempestade pareça menos violenta.
Mas não...
Nem todos os portos,
São seguros.
Nem todas as margens,
Representam salvação.
Nem todos os lugares,
Que nos recebem,
Sabem acolher-nos.
Há portos,
Que escondem,
Tempestades ainda maiores.
Há abrigos onde o silêncio,
Pesa mais do que o trovão,
Onde as ondas não vêm do mar,
Mas de palavras,
Atitudes e desilusões.
Há lugares,
Onde chegamos à procura de paz
E acabamos por descobrir,
Uma nova forma de sofrimento.
E talvez essa seja uma das maiores ironias da vida:
Lutarmos tanto para escapar a uma tempestade,
Apenas para percebermos,
Que o lugar onde procurámos abrigo,
Era afinal,
Outra tempestade.
Por isso,
É importante compreender,
Que nem todo o porto,
Merece a nossa chegada,
Nem todo o abrigo,
Merece a nossa permanência,
E que,
Nem toda a mão que nos oferece ajuda,
Tem verdadeiramente a intenção de nos salvar.
Às vezes,
Por mais difícil que seja,
É preferível continuar a enfrentar o mar revolto,
Do que ancorar num lugar,
Que nos destrói lentamente.
Porque sobreviver à tempestade,
É importante,
Mas não podemos esquecer-nos de viver,
Depois de ela passar.
Diogo Cosmo ∞
Faculdade, Carcavelos
26-08-2026
DIOGO Cosmo ♾