Perguntas-me como posso,
Ser feliz…
No silêncio encontro,
O caminho,
Na quietude escuto,
O meu coração.
A tempestade já passou…
Mas deixou vestígios,
Nas margens da minha imaginação.
Ouço a voz da paz,
Escuto o silêncio do Universo,
E nele procuro a verdade,
Que não encontro nas palavras.
Uma verdade feita de luz,
De energia,
De algo que não sei explicar,
Mas que a minha alma insiste em sentir.
Sinto a suavidade,
Da brisa nos meus cabelos…
E por instantes,
O tempo deixa de existir.
Na brisa escuto a eternidade,
No silêncio reencontro-me,
E deixo que a serenidade,
Me conduza para dentro de mim.
Procuro respostas…
Mas há perguntas,
Que nem o silêncio consegue decifrar.
Por vezes,
Falsas ideias invadem a minha mente,
Que aprendeu a esconder,
Aquilo que não consegue compreender.
E vou sobrevivendo…
Entre pensamentos dispersos,
Num mundo que tantas vezes,
Parece ter esquecido o sentido de existir.
Um mundo onde as ilusões,
Vestem a aparência da verdade,
Onde o medo alimenta o medo,
A violência gera violência,
O ódio apaga a humanidade,
E a indiferença,
Transforma-se num hábito.
Como posso eu ser feliz,
Quando vejo a humanidade,
A afastar-se de si própria?
Como posso eu ser feliz,
No meio de tantas promessas,
Que o vento leva,
De tantas palavras,
Que nunca chegam a ser verdade?
Tenho medo…
Medo de perder as minhas memórias,
De esquecer quem fui,
De deixar de reconhecer,
Aquilo que ainda sou.
Tenho medo deste mundo,
Que tantas vezes conspurca,
A beleza de estarmos vivos.
Já aprendi a chorar,
Desde que nasci…
Mas ainda não aprendi,
A deixar de sentir.
E talvez seja esse,
O meu maior dilema…
Porque,
Enquanto sentir,
Enquanto me inquietar,
Enquanto não conseguir ficar indiferente,
À dor dos outros…
Continuarei a perguntar:
Como posso eu ser feliz?
E agora…
Compreendes,
Porque não consigo,
Ser feliz…
Diogo Cosmo ∞
Faculdade, Carcavelos
04:08 02-11-2026
DIOGO Cosmo ♾