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01/03/2019 Assim sendo, “Dá-me-uma-tusa no tentacular proboscide !”
Joel-Matos

Subscritor







O sonhar não precisa de trela,
Deixai-o e ele voltará célere …


“Dá-me-uma-tusa”

Por vezes me dá tédio o que vejo e leio, talvez o meu córtex cerebral seja deveras e reconhecidamente pertino e excepcional e as sinapses neuronais funcionem atípicamente e sem paralelo com a maioria dos seres inteligentes,muitos embora elementares e limitados, com os quais constantemente lido, salvo alguns, é claro.
Dirimidos numa web parda, tábua rasa, constrangedora de ideais e castradora de intelectos. Parece-me absurdo uma certa e fraca, quiçá febril e pouco firme argumentação, orientada a uma população maioritariamente inculta e adaptada a redes de capturar esquilha miúda e com genérico valor alimentar, outrora mais fabril e obreira, mas agora dependente e sobrevivendo de boatos intencionalmente disseminados no tecido social, que alguns erroneamente confundem como predicado e prestigiam impropriamente, como na web, as redes sociais, estrategas de manipulação de mentes que têm funcionado financiadas por propósito, deixando o mundo à mercê de ogres maquiavélicos e perniciosos, para não dizer malignos. O mais triste é ter de lidar constantemente com a tacanhez e o desmérito, quer intelectual quer cível e ao mais baixo nível, quer social quer modestamente humano, mas digo sentindo em mim uma determinação tão desmedida de desmontar ignorância e opróbrio que chega a rasar até o gozo sexual e genético, sendoque os homens preferem as gordas e badochas que as intelectualmente sãs, asim sendo,“Dá-me-uma-tusa” confrontar imbecis e não me arrependo nunca, jamais, apesar de compreender o desnível intelectual civilizacional inerente a cada espécime humano e cada vez mais manifesto numa sociedade marchando para o feudalismo pseudo- especialista intelectual e para o fim de singulares ilusões filosóficas e do notável talento individual e especial, para estarmos caindo inexoravelmente, numa sociedade generalista em que cada um autentica opiniões e genericamente opina sobre todo e qualquer assunto não fazendo a mínima ideia dos conteúdos que manuseia nem da matéria-prima de que é composto o seu raquítico córtex cerebral de primata repolho ou coelho, sem desprimor para esse espécime animal.
Claro que não quero, me dá tédio e nem vou discutir Schopenhauer ou Kant na paragem do autocarro amarelo e verde, nem na consulta do dietista depois das folhas de couve e da banana às rodelas, mas não me hospedem na boca absurdas palavras ou ideais misóginos, no coco da cabeça, que eu não quero e refuto veementemente e com toda a gana, entretanto dá-me uma excepcional tusa, discutir com quem nem merece a minha peçonha, quanto menos o meu mero e circunstancial entediamento sexual, assim sendo, “Dá-me-uma-tusa no tentacular proboscide !” discutir a cor do ranho na retrete (...)










(JS/JM)











 


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