Poemas, frases e mensagens de gasparoliveira

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de gasparoliveira

Mar do amor

 
Hoje vou acordar cedo
Calçar os sapatos gastos
Pelas inúmeras viagens
Que me levam junto de ti.
Hoje quero ver o sol acordar
Sentar-me a beira-mar
Escutar o ruido das ondas
No silêncio das areias da praia.
Lembras-te quando fomos juntos
De mão dada, sentir a brisa do mar
Os nossos olhos cruzaram
O infinito do horizonte azul
Trocamos um beijo com sabor a sal
Dos salpicos da água do mar.
O sol apareceu ainda a dormitar
E vimos as berlengas acordar.
Gaivotas vieram nos saudar
Os corvos marinhos ficavam a olhar
E entre uma onde e outra
Que nas areias se vinham deitar
Eu e tu nos perdemos, num beijo
Na sinfonia deste, que é o nosso mar
(Gaspar Oliveira)
 
Mar do amor

Sussurro

 
O sabor agridoce dos teus lábios
Que os meus saboreiam com paixão
Num longo beijo apaixonado
Ao som da música do bater do coração.

Agarro-te pela cintura
Sinto as curvas do teu corpo
Inalo o cheiro dos teus cabelos
Molhados pela chuva do verão.

A tua pele liberta uma fragrância
Que me faz revigorar
Numa mistura de rosas e jasmim
Abro os olhos, sorris para mim.

Por momentos pensei que era imaginação
Que tudo não passava de ilusão
Até me sussurrares ao ouvido
Meu amor, minha paixão.
(Gaspar Oliveira)
 
Sussurro

Artesão

 
Com as mãos sujas de barro
Molda o barro o artesão
Uma jarra, uma estátua
Peças de arte saem de suas mãos.

O cinzel bem afiado
Nas mãos do escultor
Arte que perdura no tempo
No marmóreo de várias cores.

Numa tela de pano-cru
Há muita imaginação
São misturas de mil cores
A paleta sempre a mão.

Talha a madeira devagar
Sem grande preocupação
Faz guitarras e cavaquinhos
Para o artista tocar.

São tantos os artesãos
Na arte do bem-fazer
Neste país de artistas
Não deixam a arte morrer.
(Gaspar Oliveira)
(Dia mundial do artesão 19 Março)
 
Artesão

Facebook

 
Muitas horas no facebook
Com amigos virtuais
Contamos muitas histórias
Temos quintas de animais
Há jogos para todos os gostos
Julgo que ate são de mais
Do fadista ao rockeiro
Do médico ao pedreiro
Toda gente se diverte
Nesta rede social
Amigos são as centenas
Pessoas que nunca vi
Uns mandam-me abraços
Outros beijinhos com carinho
Assim se passa o tempo
Nesta teia de amizade
Muita verdade se diz
Mas também há falsidade
Mas o que importa mesmo
É vivermos na realidade.
Que nesta vida o importante
É nunca perdermos a nossa identidade.
(Gaspar Oliveira)
 
Facebook

Pai (Feliz dia do Pai)

 
Saudades do meu pai
Que me tratava com carinho
Saudades do homem
Que morreu na cama sozinho

Mas a morte é pura ilusão
É dormir sem sonhar
Num sono profundo
No reino de asas brancas

Saudades do meu pai
Que no hospital morreu
Num combate desigual
De uma doença mortal

Saudades do meu pai
Que recordo com carinho
Esta sempre no meu coração
Jamais me deixaste sozinho
(Gaspar Oliveira)
 
Pai (Feliz dia do Pai)

Inveja

 
Não lamentes os teus desencantos
Enxuga as lágrimas e sorri
Poderá neste mundo haver
Quem te queira ver infeliz.

A inveja esconde-se na sombra
É matreira, traiçoeira
Veste pele de cordeiro
Manhosa raposa silenciosa.

Com um sorriso no rosto
Trás na mão um punhal
Que por trás te vai cravar
Quando as costas, virares

A inveja tem muitos rostos
Alguns parecem angelicais
Mas na hora da verdade
São feras bravas indomáveis

Tem cuidado com o que escreves
Muito mais com quem tu falas
A inveja não tem nome
Pode estar em qualquer mortal.
(Gaspar Oliveira)
 
Inveja

Não

 
Não quero mais sofrer
Por amor, por paixão
Não quero mais chorar
Perder a razão, ilusão
Não quero voltar a chorar
Silenciar a minha voz
Perder-me nos labirintos da tristeza
Enlutar o meu pobre coração
Não quero mais olhar-me ao espelho
Ver o teu rosto, as tuas feições
Lembrar-me dos teus beijos
Da suavidade da tua pele
Das certezas e incertezas
Com que a vida te gracejou
Não quero mais e quero tudo
Sendo que o tudo se foi
Hoje deixei de tudo querer
Apenas para não voltar a sofrer.
(Gaspar Oliveira)
 
Não

Mar

 
Queria eu ser marinheiro
E neste mar navegar
Encontrar uma linda sereia
E com ela partilhar
Historias de encantar.
Sentado no coral
Vejo as gaivotas voar
Os golfinhos a saltitar
Embalados pelas ondas deste mar.
Cardumes de sardinhas
Tubarões famintos
Anémonas e estrelas-do-mar
Caravelas sem remos
Neste mar que me fascina.
Mistérios e odisseias
Lendas de marinheiros
Piratas de pernas de pau
Aventureiros, conquistadores
Deste mar de Poseidon.
Mar de veludo, mar de cetim
Acolhes o sol, reflectes a lua
As estrelas são as tuas candeias
Que iluminam os navegadores.
Mar de tantos amores
Mar de lagrimas vertidas
Viúvas sentadas nos areais
Parecem flores no jardim
Plantadas a beira-mar
Na eterna saudade
Do amor que não vai voltar.
(Gaspar Oliveira)
 
Mar

Sinfonia do amor

 
Amo-te como ninguém te amou
Em cada beijo meu, perdi-me
Nos teus lábios rosados
De sabor a liberdade e voei
Voei pelo teu corpo
Ao encontro do teu coração
E nele encontrei a razão
Dos sentimentos que já não tinha
Das memórias perdidas no tempo
Parei no teu olhar
Sem compreender as tuas lagrimas
Decifrei as tuas dores
Também tu me amas
Como nunca alguém me amou.
Juntos de mãos dadas
Voamos rumo ao infinito
Algures entre a terra e o mar
Num lugar chamado amor.
(Gaspar Oliveira)
 
Sinfonia do amor

Insensatez

 
Na minha insensatez
Tentei perceber as tuas palavras
Dividir o certo do errado
Conjugar determinados verbos
No silêncio do passado.

Multiplicar a alegria
Entre sorrisos e lágrimas
Subtrair a essência do teu olhar
Na incerteza da certeza
Divaguei na minha insensatez.

Naveguei por mares revoltos
Numa nau feita de papel
Voei por vales verdejantes
Com asas feitas de cristal
Perdi-me na minha insensatez.

Conheci fadas que me encantaram
Vi a fúria do adamastor
Inalei o cheiro atroz da morte
Escutei o cântico das sereias
Saboreei o beijo do amor
Na minha insensatez, divaguei

Insensatez a minha
Que se apodera dos meus sentidos
Levando-me ao encontro do nada
Fazendo-me acreditar
Que os sonhos se podem concretizar
Nos devaneios da minha insensatez.
(Gaspar Oliveira)
 
Insensatez

Lençóis de areia fina

 
Quero-me perder nos teus beijos
Gritar de desejo no jardim do teu ser
Ouvir os teus murmúrios ao meu ouvido
Sentir o teu respirar, a vibrar na minha pele
Explodir de emoção nesta nossa sensação
Quando gemes com fulgor nesta noite de amor
Ao som de uma balada no silêncio da paixão
Eu e tu a beira-mar, deitados nesta noite de verão
Embalados pelas ondas, enrolados no sentimento
Entre beijos e abraços, perdidos na arte do amor
A briza soprando levemente, no calor da nossa pele
Lençóis de areia fina, cristais de pedras transparentes
Sobre uma chuva de estrelas cintilantes
Nesta praia minha e tua, algures na imaginação.
(Gaspar Oliveira)
 
Lençóis de areia fina

Olhos

 
A cor dos teus olhos
Que reflectem nos meus
Alimentam a minha mente
Fechada aos olhos teus

No silêncio das palavras
Falam os olhos de mel
Suavidade, delicadeza
Também eles podem ser fel.
(Gaspar Oliveira)
 
Olhos

Adoro

 
Adoro fazer-te sorrir
Ver o teu rosto corar
Nesse corpo de mulher
Bate um coração de menina
Adoro ouvir-te cantar
E mesmo quando a tocar
Os teus olhos dizem baixinho
Boa noite meu amor
Adoro provocar-te
Com palavras compiladas
Que chego a ter saudade
Dos beijos que nunca te dei
Adoro as tuas curvas
Os teus cabelos ao vento
Os devaneios da tua mente
No silêncio do teu olhar
Adoro cada refrão
Do bater do teu coração
Quando te dou um abraço
Sinto a tua pulsação
Adoro esse teu ar de menina
Quando na tua timidez
Te entregas aos afagos
Do meu olhar que te penetra
Adoro quando me dizes Adeus
Com vontade de ficar
Lacrimam os teus olhos
Na saudade do meu olhar.
(Gaspar Oliveira)
 
Adoro

Ser poeta

 
Ser poeta é ser pintor
Desenhar com amor
Numa tela vazia
Realidades e fantasias.

É Amor e alegria
Dor e utopia
É escutar o silêncio
No grito da multidão
É perceber as lagrimas
No meio de sorrisos.

É silenciar o tempo
Voar nas asas do condor
É viver e morrer
Para voltar a nascer.

Ser poeta…
É uma aguarela
Na tela da vida
Uma mistura infinita
De sentimentos de emoções
É conquistar mundos
Desbravar florestas
Ver crescer as rosas no deserto.

Ser poeta…
É fazer da lua um balancé
Das estrelas um jardim
Do cometa um arlequim
É ser um querubim.

Ser poeta…
É amar a vida
És tu, sou eu
Numa poesia escritas por homens
Na tela da nossa vida.
(Gaspar Oliveira)
 
Ser poeta

Sensualidade

 
O teu corpo sensual
Esculpido a cinzel
Que o meu olhar desnuda
Quando te vê a passar

Balanças as tuas ancas
Numa melodia de encantar
No mistério do teu ser
Conquistas o meu olhar

Pareces uma tulipa
Que acabou de desbrochar
Tao bela e altiva
Nesse teu sublime andar

O meu olhar acompanha
A cadência dos teus passos
Quem és tu, não sei!
Uma flor no jardim do amor.
(Gaspar Oliveira)
 
Sensualidade

Mulher Sereia

 
Ao longe vejo o mar
Que transborda no meu olhar
Sinto a brisa no meu rosto
A salinidade nos meus lábios
Beijo as ondas que se deitam
Nas areias quentes, onde tu estas
Numa toalha deitada.

Sob um sol escaldante
A tua pele bronzeada
Exalta o teu amor
E eu fico ali, olhando-te
No alto daquela falésia
Imaginando o teu olhar
Que um dia cruzou o meu.

Lentamente o sol deita-se
A lua acordava
O mar mais calmo adormece
E tu voltas-te a ser a sereia
Até ao nascer do dia,

Adormeço embalado pelas estrelas
Numa cama de malmequeres
Olhando o infinito do mar
Escutando o teu cantar.
(Gaspar Oliveira)
 
Mulher Sereia

Anjos

 
Uma orgia de sorrisos
Estampada no rosto
Destas crianças sofridas
Muitas vezes esquecidas
Almas estraçalhadas
Corações dilacerados
Infância roubada
Anjos sem asas
Homens pequeninos
Que aprenderam a matar
Para poderem ganhar
Um pedacinho de pão
Sorrisos disfarçados
No mundo de ninguém.
(Gaspar Oliveira)
 
Anjos

Desejo e fantasia

 
Cada curva do teu corpo
Cada pedaço da tua pele
Cada beijo teu em mim
Cada batida do teu coração
Cada gemido do teu prazer
Cada gesto que fazes.
Em cada minuto que passa
Na hora que se evapora
Tu és o desejo, a fantasia.
És orquídea escondida
Mariposa sem asas
Deusa sem reino
Desejo ardente.
O teu corpo é a pauta
Onde escrevo uma sinfonia
Na utopia da minha mente
Ao som da melodia dos teus ais.
Sigo ao compasso do teu corpo
Rumo a cadência final
Numa explosão de devaneios
Libertas a fragrância
Do prazer que há em ti.
Cada pedaço de ti
Faz parte da ilusão
Que vive dentro de mim.
(Gaspar Oliveira)
 
Desejo e fantasia

Mar de mil ilusões

 
Mar bravio e salgado

Quantos barcos abalroaste

Quantas vidas ceifaste

Na fúria dos teus tentáculos

Quantas lágrimas derramaste

Nas praias das varinas

Que choram com saudade

Lágrimas de amor e dor

Dos pobres pescadores

Que a vida tu roubaste

Mar de mil ilusões

Também sabes ter emoções

Quando nas areias finas

Como véus e serpentinas

Tuas ondas, se vêem deitar

Embaladas pelo luar

Da lua que te ilumina

No cântico da sereia

Que canta com amor.

Mar revolto, força da natureza

Tens tanto de bravio

Como de extrema beleza

(Gaspar Oliveira)
 
Mar de mil ilusões

A Maria

 
Vou contar uma história
Que se passou certo dia
Junto a quinta das lágrimas
Conhecia a Maria.
Uma pessoa bondosa
Com um olhar sem igual
Os cabelos eram frisados
Óculos made in Portugal.
Sapato de salto alto
Mala sempre a tira colo
Sorria de alegria
Fumava cigarros de mentol.
A Maria é elegante
Pessoa bem-falante
Canta como ninguém.
Sempre preocupada com as horas
Logo tinha que se ir embora
Para o consultório da nora
Que ficava entre a terra e o mar.
Mas o melhor da Maria
Foi quando certo dia
Num momento de folia
Deixou cair a lente.
O papagaio falava
Olha a lente da Maria
A Maria só sorria.
Maria que é bem-disposta
Trocava a toalha pelo tapete
Quando limpava a sineta
Do portão da moradia.
Maria ficava linda
Quando na minha companhia
Dançava uma balada
No jardim da Mouraria.
Um dia Maria partiu
Foi aos figos e não voltou
Consta-se que nesse dia
Maria com o zé se casou.
Foram viver para o Brasil
Onde vivia a tia de Maria
A Portugal nunca mais voltou.
(Gaspar Oliveira)
 
A Maria

Gaspar oliveira