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Guerra

 
Porque luto sozinha? Onde a batalha não é só minha! Passo dia e noite com escudo ao peito representando aquilo pelo que antes tinha orgulho...hoje vergonha. Vergonha de ter amado uma pátria que a mim, me desprezava. Com o coração defendi meu batalhão, fiz tudo isso de livre vontade, fiz tudo isso sem ver que nem todos os meu camaradas amavam a mesma pátria que eu. No campo de batalha quando a noite já havera caído, nos bunckers eram apunhalados camaradas meus que um dia também tiveram orgulho naquele escudo como eu... Nos dias de hoje, após dias duros de batalha aqueles que unidos permanecem revêem o batalhão mostrando uma tristeza no olhar. Ainda tem as marcas das feridas, estas foram tão marcantes que ainda hoje sabem a história de cada uma delas...as vezes ate parece k ainda doem. Eu também tenho feridas dessa batalha, mas ao contrário dos meus camaradas eu acumulei a raiva. Mas o pior de tudo é a cicatriz k tenho no coração, esta nunca mais sarou. Foi um golpe profundo, dado por um dos traidores. Sei quem foi mas não vou falar, pois sei que a consciência lhe peça. Hoje por mim passa... mas a coragem de me enfrentar é pouca ou nenhuma. Lamento apenas pelos meus camaradas. Quem sabe a dor que carregamos somos nós. A ti traidor(A) te digo, tu arma em punho e escudo tinhas; mas faltava-te o mais importante...amor, lealdade e respeito para com aqueles que ao teu lado combateram. Mas de ti pena não tenho, mas sim raiva. As facadas que me deste ainda não sararam.<br />Porque luto sozinha? Onde a batalha não é só minha!

 
Autor
Sara Amaral
 
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