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Poemas : 

CANS(AÇO)

 
Tags:  Labiríntimos  
 
Não é de aço, a têmpera humana.
Se bem que a incandesça dúctil chama,
que lhe serve, ao mesmo tempo, de motor,
as faíscas de ignição são o amor
e o ódio, mas sem instância
de seguir qualquer lei de alternância.
Porém, para bem da humanidade,
o ódio não conhece eternidade,
ou,
falando humanamente,
o amor não dura eternamente...
Arrefecemos.
E cada vez que o fazemos,
cedemos às cinzas
matérias precisas
para manter a combustão
desse fulcro a que chamamos coração.

Não é de aço a nossa têmpera.
Se arrefecemos,
amolecemos.

(Deus lá sabe o que faz:
há quem diga
que nesta liga,
há moléculas de PAZ...)


Teresa Teixeira


 
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Sterea
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Enviado por Tópico
Joanad'Arc
Publicado: 21/10/2010 11:31  Atualizado: 21/10/2010 11:31
Da casa!
Usuário desde: 29/03/2010
Localidade: Lisboa
Mensagens: 255
 Re: CANS(AÇO)
Olá, Sterea

Este poema foi aquecido e moldado na forja onde as «faíscas de ignição» são ternura e sensibilidade!

beijinhos
Joana D'Arc

Enviado por Tópico
Beija-Flor76
Publicado: 21/10/2010 15:48  Atualizado: 21/10/2010 15:48
Colaborador
Usuário desde: 23/02/2010
Localidade: PORTUGAL
Mensagens: 2058
 Re: CANS(AÇO)
O amor não é de facto eterno, e a prova evidente é que estou a passar por uma separação, mas falando do poema que é de todo belo e genial, o amor fortalece-nos mas também nos torna pessoas mais doces e flexiveis, como tudo na vida existe uma dose certa para o usar e viver.
Este eu levo.

beijinhos
beija-flor