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Amarras

 
Olho à volta e só vejo esta parede branca
Dou em louca
Lembro-me vagamente de ter sido feliz
Mas não me lembro a que sabe a felicidade

Sei o que tenho a fazer
Mas tento enganar-me e pensar que posso ser diferente
Encolho-me no meu canto preferido
E finjo acreditar que é exactamente ali que eu quero estar

Tento sonhar uma vida para além do que sou
Pinto esse desejo com cores vivas
Rio-me da minha inocência momentânea
Sento-me outra vez sobre o passado e abraço o que sei e o que vivi

 
Autor
AnaVentura
 
Texto
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Enviado por Tópico
ladywhite
Publicado: 27/01/2011 14:04  Atualizado: 27/01/2011 14:04
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Usuário desde: 31/12/2010
Localidade: white land
Mensagens: 765
 Re: Amarras
Belo o que escreveu, as amarras se soltarão quando a inocência perseverar, longe da ingenuidade e alcançar o voo da liberdade sabendo viver e ser vida a jorrar da fonte dos seus olhos, como alimento da vida regada e frutífera a desabrochar em você.

Lindo o que escreveu, este foi o meu sentimento ao ler o seu poema.

Beijos


Lady


Enviado por Tópico
AuroraRosado
Publicado: 27/01/2011 14:47  Atualizado: 27/01/2011 14:47
Colaborador
Usuário desde: 18/03/2010
Localidade:
Mensagens: 623
 Re: Amarras
Muito belo. Desejar o passado e não aceitar o presente são, de facto, duas amarras que não nos permitem alcançar o futuro. O bom disso é que daí resultam boas poesias como esta. Parabéns pela estreia!
Bj