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Prosas Poéticas : 

Rugas do garimpeiro

 
O sol vem abrasando-me quando relembro do que aprendi nas matas ensavanadas de Moçambique; lá onde o galo prende o cacarejo, onde a cascavél não descasca-se, onde o camaleão perdeu a fútil metaformose. Lá onde é tudo e nada... No lugarejo de curta metragem, lugar populoso maís sem dialógo. É lá onde lutadores de vida ao fim do dia regressam. Alguns condecorados por bravura e outros covardeados... Más que será?
Poderá ser pela força divina! Que não disponibiliza o nosso imaturo e inatado desejo encantado por falsas afirmaçoês que se dilatam na boca imunda de dizeres aguçados? De que reclama o garimpo? Quando o solo com sua cara não viajou, a natureza seguira o seu percurso, sendo justa com todos, por mais que a dor refrigere, temos que pensar no melhor e com o divino não se opor. Todos somos iguais... Pois não adianta chorar sobre o leite que ao pó fluiu, melhor é apagarmos as vãs recordaçoës do sofrimento alheio e da vergonha que verte do insucesso e das nossas malignas ambiçoês.

 
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Samukas
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