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Poemas : 

[só aqui consigo a metáfora]

 


A chuva que não temo jaz vencida, engolida pela terra, sedenta.

No exterior, a humidade procura asilo no bolor que agora invade a casa observando o chapéu abandonado dispensado no caminho sem destino.

Saltitante, desnorteado, arrasta-se, suja-se, salta, na esperança de encontrar outra mão.

Enganoso.

De rosto colado às nuvens, procuro a água que agora rega os meus lábios, alimentando as raízes dos sorrisos que semeaste.

Acariciadora e faminta.

Como Esperança.




 
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ChuvaCristalizada
 
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