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A Figura

 
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Qual figura obsoleta,
neste mundo sem constante,
não me vim a esquecer?
Qual criatura esperta
que com breves movimentos
me conseguiu prender?

Cheiro, presença ou essência
que me calhou testemunhar,
tudo toma por coincidência,
para além daquele seu ar.

Ó dita soberana!
Trazes-te a mim sem o saber fazer,
toda a alma, tempo e vida,
em que me deixei perder.

Tudo perco,
sem sentido.
Mas o que disto é razão?
Com cara de riso, ainda hoje
pondero em vão,
toda a lógica de um mundo
que nos escapa da mão.


Maria Toranja

 
Autor
C.Driade
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Enviado por Tópico
martims
Publicado: 18/09/2013 13:07  Atualizado: 18/09/2013 13:07
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 Re: A Figura
Um poema sábio, soberano