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Poemas : 

Ao adormecer

 
À noite no sossego
do meu quarto
há ainda bulício
arduamente inútil
em mim a vibrar ...
É senão, quando,
o Eu inquieto - a pairar,
pouco a pouco - sem falar,
intimo, discreto,
ouve uma voz
e se põe a pensar
em pensamento veloz!
Pesam-lhe os olhos,
mas em si,
o mundo gira ainda, feroz,
e como prisioneiro,
cai no leito,
num acto derradeiro,
intimo, aconchegado:
-é lá que me deito! -
E um estranho dia
em sonho que me esguia
surge medonho!
Não me protejo!
E recomeça o bulício
em leito vazio
num intimo aconchego...


Ricardo Louro

no café a Brasileira
no Chiado em Lisboa


Ser Poeta é exilio
num pais de condenados
um tormento infinito
de mil olhos rejeitados!

Ricardo Maria Louro

 
Autor
Ricky
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