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Poemas -> Amor : 

Ecstasy

 
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Como pode um cubo de gelo
ser razão nesta adição?
Se no organismo é flagelo
que se agita em locomoção,
Nos líquidos uma redução
que acaba por não ocorrer,
Água na boca como junção
que fará a sede desvanecer,
E quando o corpo aquecer
leva-me, leva-me ao final,
Até a alteração ocorrer
no meu sistema sensorial,
Não no reconhecimento facial
que te raciocina, parada
E se o libido existencial
encher uma piscina, nada
Em hipertermia mergulhada
num colapso de metabolismos,
Que outra fórmula apaixonada
torna espasmos em sismos?
Orgasmos em algarismos
enumeram a tua actividade,
Sarcasmos em eufemismos
expressam a tua suavidade
que te torna na identidade
do bem estar que assinalo,
Convulsões em quantidade
que não calo, eu inalo,
Eu desinstalo o intervalo
só para continuar a ver
o teu véu me levar de embalo
ao céu antes de eu morrer,
Em 30 minutos de prazer
percorro o corpo em gemido,
Em 30 minutos irá suceder
um socorro não permitido,
Vejo-te em sono adormecido
como se estivesse acordado,
E no ecstasy, o comprimido
que deixou o amor ampliado.

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Autor
LuísDiogo
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 21/09/2014 14:31  Atualizado: 21/09/2014 14:31
 Re: Ecstasy
nunca tinha analisado um cubo de gelo,mas pensando por esse teu ângulo,faz mesmo sentido,o cérebro humano em seus raciocínios que nem sempre decifra as lógicas,tem muitas armadilhas,mas tb paraísos fabulosos, a contrariedade toda fica qd agente n dicerne a hora de separar o que é emoção que deve ficar e qual deve descartar,ai fica o dilema,mas cara... os tais 30 minutos até q valem a confusão n hora de acordar,agora isso é pra quem tem coragem,ama desafios. valeu