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Poemas : 

O martírio de um mártir

 
Sinto-me mal,
O túnel é comprido
E não vejo luz no seu final...
É tão escuro!

A tinta desta caneta
Escorre pelo aparo duro...
É de uma rigidez sem par
E uso-o para saltar o muro
(nunca deixo de tentar)
Que me separa daquele sinal
Tão único e vital.
Era simples fugir...
Ficar é difícil,
Tentar não quebrar as regras
Para não ferir a vitima mais fácil...
É tão difícil!

As coisas doem
Quando se açoitam chagas do passado.
Não mentem... distorcem
Promessas só faladas,
Atiradas em jeito de chacota.
Não tenho vocação para mártir
E se consigo ficar
É porque ninguém a merece.

O aparo tingido faz-me divagar
Sobre o que acontece
Nesta vida sem par.

O túnel continua longo
E o breu carregado
Mas já há resquícios de um fogo
Que julgava apagado.

Valdevinoxis


Nas troikas não há camaradas e da camaradagem não nascem troikas.


 
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Valdevinoxis
 
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