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Poemas : 

Brumadinho

 
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O que, às paredes, confesso.



Brumadinho

O chão ficou macio. Não...
Não foi de tanto rio. Foi de lama, silenciando quem se ama.
 
Autor
MarySSantos
 
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Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 08/02/2019 07:51  Atualizado: 08/02/2019 10:40
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Usuário desde: 06/11/2007
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Mensagens: 1583
 Re: Brumadinho
Claro que há desgraças que não têm dimensão. Como pessoa sensível que és sei do mote, primeiro sem eu ver, que ando menos ligado a notícias internacionais (até às de Portugal).
Depois, muito depois caiu-me a ficha, como por cá se diz.
Estruturalmente, apesar de muito curto (como te saem bem!), apresenta duas rimas que são antíteses: macio-rio, lama-ama.
Um rio, apesar de não ter a ondulação do mar tem correntes fortes e perigosas. Um rio, portanto, não é macio. A lama, apesar de ser boa matéria prima para barro, é suja, viscosa, fria, só falta o cheiro... O amar é viscoso e sujo, mas... muito quente.
Muito rio, que é lama, que é aluvião que destrói.
A vida que acaba é um futuro que se finda, é um poema por escrever.
Este teu safou-se.
Intenso e muito. Triste e não menos que triste. Certamente mais.

Bj os.

Enviado por Tópico
boxer
Publicado: 09/02/2019 09:29  Atualizado: 09/02/2019 09:29
Colaborador
Usuário desde: 21/01/2009
Localidade:
Mensagens: 721
 Re: Brumadinho
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A poesia talvez seja a única forma digna de lidar com o luto.
Talvez porque se assemelha tanto ao silêncio.