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Poemas : 

dessedentação

 
Despeço-me como me apresento. obrigado por me receberem. sequioso pela sombra da aprovação. na espera do menos só. no bando ou no cardume, há sempre uma ave rara ou peixe escasso com que me pareço. ou não. talvez me dê aos exageros. porque, no fundo, sigo. não me seguem. acho que posso me outorgar o epíteto de cópia barata, pelo menos. ao mais, sou o expoente de coisa nenhuma que valha a pena falar, ou escrever. há fenómenos estúpidos que me perseguem, alimentam a paranóia. intervalados com ambiguidades, euforias e revoltas. e na viagem adio mais uma estação de saída. espero o inverno. hoje aprendi uma palavra nova: dessedento-me.


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários, de coração...
Por regra não r...

 
Autor
Rogério Beça
 
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 20/05/2020 16:09  Atualizado: 20/05/2020 16:12
Subscritor
Usuário desde: 24/02/2017
Localidade: Azeitão/Setúbal, Portugal
Mensagens: 2255
Online!
 Re: dessedentação
O silêncio é mestre a ensinar, calado ...
-----------------------pois Dizem que a existência da memória depende do esquecimento e não da saudade ou da lembrança
Os contornos do limite da boca
e dos olhos são o sorriso
e o que devemos aos outros,
é a franca emoção o retorno,
todos eles merecem sincera simpatia
manifestada na nossa ubíqua face,
mesmo os mais detestados das orelhas,
os de outra raça mais pura,

ou os da lua, os amordaçados na garganta,
os postiços de cabelo e os de voz cheia de granadas,
os da santa Tumba e Adão...