Coisa de miocárdio
e do para-além-da-porta
rua
continua
e da maré
da fossa das Marianas
sem
pé.
Ar de infinito
e do fim, que sempre começa,
horizonte
ponte
e de relógio de parede parado
ciência inexacta,
abismo.
Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.
Eugénio de Andrade
Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.