Poemas : 

Peristaltismo

 
Coisa de miocárdio
e do para-além-da-porta
rua

continua

e da maré

da fossa das Marianas
sem
pé.

Ar de infinito
e do fim, que sempre começa,
horizonte

ponte

e de relógio de parede parado

ciência inexacta,
abismo.


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.

 
Autor
Rogério Beça
 
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