Serro as mãos do destino
Saturado das suas brincadeiras
O prazer passa como clandestino
A esta alma que desespera por fogueiras
Fogueiras que apaguem esta vida que assino
Com dor mágoa travestida em bebedeiras
Mas porque é que fazes de mim um assassino?
Será por não gostar do conforto das tuas cadeiras?
É que arranjas sempre forma de comer o meu tino
Deixando-me próximo das beiras
Beiras que são a porta de entrada do divino
E tanto gostaria de sentir outras prateleiras
Esta, tanto sonho que a mino
Afim de deixar a dor e a mágoa solteiras!!!
Bruxelas 10/05/2011
Não sou nada
Nem ninguém
Mas tento
Humildemente ser eu!!!
Livros editados
- Diz-me quem sou (editora Baraúna)
- Unnu saccio (clube de autores)
- Ik Denk (clube de autores)